Com consumo acima da média nacional, foco crescente em inovação e avanços institucionais e tributários, o mercado de sorvetes no Rio Grande do Sul se posiciona de forma estratégica para os próximos anos. Segundo o presidente da Agagel- Associação Gaúcha das Indústrias de Gelados Comestíveis, Marcelo Pereira Melatti, o desempenho gaúcho já se destaca em relação à média brasileira e aponta oportunidades relevantes de expansão até 2026.
De acordo com pesquisas recentes, o consumo de sorvete no Rio Grande do Sul tende a ser ligeiramente superior à média nacional, que gira em torno de 9 litros por habitante ao ano. Para Melatti, esse resultado se explica tanto pela elevada qualidade do sorvete produzido no Estado quanto pela influência cultural dos países vizinhos. “Os hábitos de consumo dos gaúchos se assemelham aos de uruguaios e argentinos, onde o consumo de sorvete é significativamente maior do que no Brasil”, observa.
Competitividade passa por inovação, qualificação e novos perfis de consumo
Para ampliar a competitividade do setor no Estado, Melatti destaca a necessidade de atenção permanente às tendências de mercado, que impactam desde os processos industriais até o ponto de venda nas sorveterias. Entre os principais movimentos está o incentivo à qualificação técnica e à inovação, com foco no desenvolvimento de produtos com maior saudabilidade, capazes de atender a diferentes perfis de consumidores.
Essas pautas ganham espaço anualmente na Jornada do Sorvete, evento promovido pela Agagel que, em 2026, ocorrerá nos dias 2 e 3 de julho, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. A iniciativa reúne indústrias, fornecedores, especialistas e empreendedores para discutir desafios, tendências e oportunidades do setor.
Avanço tributário fortalece o setor no Estado
Um dos avanços mais relevantes recentes para o segmento foi a exclusão do ICMS Substituição Tributária (ICMS-ST) para sorvetes no Rio Grande do Sul. O Decreto nº 57.577/2024, publicado em 30 de abril de 2024 no Diário Oficial do Estado e em vigor desde 1º de junho, representa um marco importante para o setor.
A medida reduz distorções fiscais e contribui para um ambiente mais equilibrado de concorrência, além de estimular a formalização, o investimento e a expansão das indústrias locais.
Perspectivas positivas para o mercado gaúcho
Para o SIAB-RS-Sindicato das Indústrias de Alimentos e Bebidas do Rio Grande do Sul, o segmento representa não apenas uma cadeia relevante do ponto de vista econômico, mas também um exemplo de como articulação setorial, qualidade produtiva e visão de futuro podem impulsionar o desenvolvimento sustentável da indústria gaúcha.
